domingo, 20 de janeiro de 2008

9:01

Concurso Público no domingo e, sábado resolvi fazer uma viagem de última hora. Não era do meu costume ser assim, porém a vontade de estar com uma pessoa o tornou possível e viável. Foi uma das melhores viagens!!! Nada como sair da rotina para melhorar o ânimo. Curti bastante. Dormi tarde, acordei bastante cedo, apenas 2 horas e pouco de sono, logo de manhã estava como um soldado, vívido e animado! Não acordei os demais até a hora de sair, a "dona da casa" foi necessária acordar para avisar a todos depois. Peguei o ônibus no horário, ele chegou ao Centro depois de 1hora e 35 minutos!

Detalhe engraçado: ônibus de interior é F...a! Um sujeito sentado nos bancos da frente pediu para o motorista parar alguns instantes na rodoviária, pois no momento passávamos ao lado. Não entendi direito o por quê da espera. O motorista com toda boa vontade parou, o cara desceu e seguiu até uma lanchonete, aí pensei: Deve ser para trocar o dinheiro, ou será que vai pedir um cafézinho? E comecei a rir de mim mesmo. Logo após a garçonete lhe servi um café e o sujeito volta, fiquei pasmo. Ô vida!! Hahaha. Não era para trocar o dinheiro.

A paisagem era normal, havia muito verde. Não entrei muito em detalhes da viagem, pois não é bem um diário que quero montar aqui com todas as particularidades.

Ao Centro só havia 20 minutos para chegar à prova, encontrei com um taxista que fez a bondade de me levar por 10 reais! Wohoo! Combinado o valor antecipadamente, não tinha segredo. O cara já estava mais animado do que eu em ter que seguir até o local da prova, isso é bom. Pena que ele não sabia o lugar, perguntou para outro amigo taxista que mostrou mais ou menos como chegava, mesmo assim o motorista foi preciso. Chegamos no bairro rápido, agora era achar a bendita rua. Seguimos por um caminho que não era o certo, voltamos, contornamos, retornamos, tudo muito rápido, o tempo estava esgotando...

Cheguei era 9:01, os portões estavam fechados. A sirene havia sido tocada, e nem 1 minuto seria deixado passar. 9:02 o sujeito apareceu para me informar que não tinha mais como entrar e as provas já haviam sido distribuídas. Deus é infalível e certo. A vaga era para outra pessoa.
Fiquei triste, não decepcionado comigo mesmo porque tentei até o fim apesar do curto tempo.
Mas fui eliminado por causa de 2 minutos. A vida é cheia de surpresas. Fiquei pensando em vários momentos onde podia ter economizado este tempo: O cara do cafezinho; eu tentando descobri o tempo que o taxista demoraria e como explicaram o taxista como chegar rápido; se não tivéssemos entrado em uma rua e voltado logo após descobri que era sem saída, e a certa era a paralela... Enfim, nada justificava. Não era para eu fazer esta prova. 2 minutos... Acreditem quem quiser. Lembro do rapaz falando um pouco alto "acabou de fechar! Corre lá", após descer do carro e perguntar sabendo da resposta: "É esta a escola, né?" Já indo em direção ao portão.

Outro detalhe engraçado: Um sujeito chegou atrasado depois de mim, ele morava em Betim e fazia questão de frisar isso. Começou a falar que queria o dinheiro de volta, mas não queria, queria mesmo era fazer a prova... Eu, com minha experiência já sabia que nem tinha como insistir, era o regulamento. Tentei acalmá-lo. "Eu moro em Betim!! De onde vc vem?" Aí tive que contar: "Estou chegando de Mocambeiro". O cara parou com a pirraça. Hahaha.

Moral da história: Você é responsável por suas escolhas, não seja duro consigo mesmo.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Pensamentos Avulsos

Azar
Acreditem ou não, este "ser" pode entrar em sua vida e deixar uma bagunça e tanto.
Tenho minhas teorias: Ou o azar é nada mais, nada menos, que uma distração, descuido, falta de perícia... Ou talvez, e que agora estou me convencendo cada vez mais, trata-se de forças ocultas. Quem nunca teve aquele dia de azar? E no meu caso, vive tendo azar na maioria das coisas que faz! Poxa, é perceguição, só pode. Hahaha. Só rindo para não chorar. No começo pensei: Droga, errei por descuido. Outras vezes mais tarde: Que falta de sorte! Hoje: Isso já está virando rotina. Parando para pensar melhor, isso já faz alguns anos!! Ultimamente estou sentindo mais, pois observo os detalhes de cada situação. É, estão querendo me derrubar.

Ps: Subindo a escada escorreguei, bati a canela na mesma; inchou, cortou, sangrou, voltei a trabalhar como se nada tivesse acontecido, senti dor; no mesmo dia não tomei o café da tarde para conseguir fazer o trabalho todo, e refiz os que não saíram bons - a máquina sinceramente não ajudava minha situação -; fui embora depois do expediente, minha chefe me chamou de rebelde por não fazer o que ela mandava(coisas fora de cogitação); voltando para casa com vontade de comer, parei em uma lanchonete pedi uma empada e refreco, adivinha: Derrubei o suco... em cima da minha sacola, molhou o interior, o chão da lanchonete, o lugar de assento. Resolvi comer logo e sair para não deixar mais rastros do azar. Por favor, não riam.

Perguntas frequentes, idéias próprias
Eu acredito que estamos aqui com um sentido, uma direção, um caminho, um obejtivo. Agora, o que seria?
- Evoluir.
- Sim, boa observação, até onde e pra quê?
- ??
- Talvez não conseguiríamos responder pelo fato de ainda não termos a capacidade - evolução - para tamanha pergunta. O engraçado é que responder não conseguimos, mas questionar sim.
- Hum... Mas Sr. Manel, deveríamos nos preocupar com isso? Não é melhor viver a vida, desfrutar das coisas boas, acrescentar momentos felizes e sonhar?
- Claro, é uma boa visão, aliás excelente. Porém tem um problema.
- Qual?
- De nada valeria, se não tiver pelo menos um sentido.
- Não entendo.
- Estamos aqui, justamente, para seguir nossa vontade, este é o significado do livre arbítrio. O negócio é o seguinte: Você quer ser feliz, mas para isso irá tirar a felicidade do outro?
- Não.
- Hum... Aí está a questão. Além desse nosso interesse em ser feliz, buscar algo que nos satisfaça, adquirir conhecimento do que para nós é útil ou agradável também temos o interesse em seguir o bem ou o mal. E quem defini isso somos nós mesmos.
- Eu posso dizer o que é o bem e o mal?
- Não exatamente de forma universal, mas em sua mente você terá uma definição do que acha que é certo e o contrário. Mesmo assim, você escolhe. E nesta escolha haverá um preço.
- Mesmo agindo sem pensar eu estarei evoluindo, para um lado ou o outro. Não acredito que daqui vamos para um lugar cheio de larva para os pecadores, ou o céu para os bem aventurados.
- Talvez sua visão de mundo espiritual seja um pouco vaga. Mesmo assim, saberá definir bem seu caminho? Talvez devêssemos pensar um pouco no que estamos fazendo aqui e o que aprendemos. E sem esta de moral por moral. E sim, o que realmente estamos vendo.
- Agora estou começando a entender. Acha que a causa de nós é o exterior?
- Ouvi dizer uma coisa: A resposta para todas as perguntas está dentro de nós.
- ....
- ....
- Vamos jantar?
- Vamos.

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

As coisas mudam.

Boa noite,
O clima é de chuva e ventos cheios de lembranças e sentimentos. Hoje não tenho o que queixar, apesar de tudo estou feliz. A chuva é uma benção, ela lava a alma e traz uma paz imensa. Todo fim de ano me sinto bem, não pelo ano está terminando, mas sim pelo prazer de estar vivendo novamente esta sensação.

"O Barco está seguro no porto, mas não foi construído para isso".

Esta frase sempre me vem a mente quando estou entre duas escolhas difíceis, por isso resolvi colocá-la por aqui e compartilhar dessa filosofia simples. Uma máquina é criada para seguir seu papel, se está parada não tem sentido de existir. Você pode se precaver de diversas emoções, situações e acontecimentos inoportunos, mas nunca estará 100% sem chance de uma dessas coisas ocorrer. Não fique no porto, vamos velejar por aí...

É, isso foi semana passada e já estamos no final desta, pois é, as coisas mudam. Principalmente no trabalho estou sofrendo com a "perfeição" com que as coisas devem ser feitas. Tudo é detalhado, e até um simples erro é fatal. Fiquei pensando: Será que uma empresa pode crescer desse jeito? Será que tanto tempo gasto para fazer um encartelado ou até mesmo um envelope sair impecável é necessário? Para o bom gosto sim, mas a prática é outra...
Tentamos diversas vezes, companheiros de trabalho destacaram a máquina como limitada e por isso não tinha como produzimos sem ter perdas - isso porque atualmente estou na área de produção. :) -, acho que estão certos. Após discutir com meus superiores consegui que um intermediário deles fosse observar a máquina, e lá estava. A imperfeição inadmissível. O que foi feito? Nada! O erro está em quem reclama, então vamos continuar a produzir conforme acharmos melhor e de forma que não saia defeitos.
Após tudo, TODOS da empresa já estão cheios, estressados e nervosos. Claro, cada um com seus problemas e todos partidos no pressuposto da perfeição. O financeiro está "por aqui" com a Chefe(rsrs); o comercial, almoxarifado e produção nem se fala. Estamos caminhando, pelo menos, e espero que as coisas melhorem. Hoje fechei o rosto depois de uma desaprovação de um produto, não passou disso. "Quem não compreende um olhar tão pouco entenderá uma longa explicação." Aí, logo após um pequeno diálogo de que "isso não resolverá nada, pra quê fechar a cara?" Uai, isso foi uma reação natural referente a um acontecimento. E nem por isso xinguei ou fiz qualquer outra coisa, só retornei ao trabalho para consertar o que já havia feito quase perfeito, mas não o bastante.
Bom, agora chega, já joguei aqui alguns desabafos e isso é reconfortante... Sexta-feira, a partir daqui começa o meu tempo de descanço, nada de pensar em trabalho até domingo à noite. Bom final de semana para todos.

sábado, 22 de setembro de 2007

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

PALAVRAS

Não sou de muitas palavras
Nunca fui!
Existe em mim uma necessidade de silêncio
Premente
E limito-me a dizer o insondável
O extremamente necessário
O urgente ... o aflitivo
Não que o seja da minha parte
Mas sim dos outros
Que com olhos postos aguardam
Expectantes
Umas quaisquer palavras
Numa ânsia desmedida
De as conhecer
De as beber
E assim pronuncio-as
Finalmente
Mas palavras são apenas isso,
Palavras!
E mal são ditas perdem o significado
Que tinham antes de proferidas
Como se de uma magia qualquer se tratasse
E o poder só existisse enquanto fechado,
Secreto e sacramentado
Depois de ditas
São banais
Vulgares
Iguais
Palavras
São armas de arremesso
Doce afago no coração
São punhais, terrível traição
São desculpas esfarrapadas
Tristes notícias nos dão
Palavras
São tantas vezes enganos
Tanto faz de conta
Tanta falsa emoção
Deixámos há muito de comunicar
Construímos apenas castelos
Mas no lugar das cartas
Fizemo-lo de palavras
Que do mesmo modo tombam
Perante a realidade de uma ação
Palavras deixaram de ser ditas com o coração
Dizemo-las convictos de nada dizer
Sabendo que caminhamos sem direção
Palavras são escudos de bem parecer
Ocas de significado sem vontade ou lição
E assim as palavras deixaram de ser
O que diferenciava um ser de outro ser
Palavras
São apenas palavras
Desprovidas de valor
Sem significado
Morreram
Solitárias
Na tinta
Apagada e envelhecida
Dos tratados
E condados
Num outro tempo
Noutro lugar
No passado
Adormecidas
Diz-me tudo o que quiseres... mas não mo digas por palavras.

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

IDEAL

Admiração e um pouco de inveja para com as pessoas de sucesso. Estas que descobriram seus ideais e seguiram com todo empenho, seus sonhos eram a força motora para realizar tudo que o desejavam e sentiam vontade. Muitos conseguem e uma parte da sociedade excluída, apenas se mantém viva para seguir seu tempo determinado aqui na Terra. Quem já não pensou em suicídio? Bom, não digo que pensei cegamente em uma idéia tão absurda quanto tirar a própria vida por problemas, até mesmo fúteis, que elevamos ao extremo pelo capricho, desespero ou surto de loucura. A falta de amor - isso pensando em primeiro o amor próprio - pode ser uma causa dessa tendência. Muitos miseráveis moradores de rua conseguem e continuam suas vidas sabe-se lá com quais pensamentos ou visão do futuro. Infelizmente, pelo menos penso assim, sentimos incapazes de fazer algo por essas pessoas, como resgatar um ser que sofreu tanto na vida e ainda sofre, como resgatar sua dignidade e ajudá-lo? Enfim, não podemos ajudar o próximo sem antes a nós mesmos. Como crescer?

A necessidade de um ideal é fundamental. Vivo tropeçando sobre meus próprios pensamentos até definir algo, e vejam o que descobrir: sou um fracasso. Isso, este pensamento pode ser baixo, mas de certa forma liberta pois consigo visualizar a falta de capacidade para realizações de certos eventos. Analisando o passado, pensando no presente e tentando prevê o futuro fico estupefato. Oportunidades e decepções ao longo da vida... Minha maior foi não ter escolhido uma profissão. "Trabalho dignifica o homem", mas a derrota enfraquece aos que não tem bases sólidas. Vejo ao longo da vida pessoas que mudaram de emprego, de namorados, de amigos, de casa, de cidade... todos a procura de uma coisa específica? Todos buscavam a felicidade ou apenas descobriram que não era bem aquilo que queriam?

NUNCA DESISTA DE SEUS SONHOS.

E agora, José?

A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou
e agora José?
e agora, você?
Você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?

Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
E agora, José?

E agora, José?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio - e agora?

Com a chave na mão,
quer abrir a porta,
não existe porta,
quer morrer no mar,
mas o mar secou,
quer ir para Minas,
Minas não há mais!
José, e agora?

Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse...
Mas você não morre,
você é duro, José!

Sozinho no escuro
qual bicho do mato,
tem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você segue, José!
José, para onde?